26.5 C
Itabira
sexta-feira, abril 4, 2025

Marco Antônio decide não aderir ao projeto “Mãos Dadas”, do Governo do Estado

O projeto lançado em março deste ano previa a oferta dos anos iniciais do ensino fundamental, atualmente a cargo do Estado, nas escolas da rede pública municipal

A Prefeitura de Itabira divulgou a informação de que decidiu por não aderir ao projeto “Mãos Dadas”, proposto pelo Governo de Minas Gerais para municipalizar as séries iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano.

A ideia era de que a rede municipal recebesse cerca de 1300 alunos, vindos de 52 turmas que atualmente estão a cargo do Estado. Porém, foi avaliado pelo prefeito Marco Antônio Lage (PSB) que a mudança, neste momento, traria impactos sociais e econômicos negativos.

A secretária municipal de Educação, Luziene Aparecida Lage, participou de várias reuniões com a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais para conhecer o projeto de ampliação do regime de cooperação entre estado e município. Desde o início de março, quando começaram as discussões, a secretaria vem preparando um estudo de viabilidade da absorção desses alunos pelo município.

“Teríamos que absorver as matrículas desses alunos já a partir de 2022. Neste momento, no qual estamos iniciando o governo, com as escolas em trabalho remoto, em processo de reestruturação das escolas para receber os alunos no segundo semestre, não seria possível. Precisamos preservar a qualidade da nossa educação, mesmo diante deste cenário”, avalia a secretária.

“O impacto não é só absorver esses alunos em nossas escolas, mas também existe a necessidade de oferecer uma educação de qualidade, uma educação pautada no direito das crianças e adolescentes. Vamos continuar trabalhando e caminhando para discussões futuras. É uma meta do governo garantir educação de qualidade para todos”, finaliza a secretária.

De acordo com Marco Antônio, a iniciativa do governo estadual teria que ser melhor discutida com as partes interessadas. “É preciso uma conversa com todos os envolvidos, professores, sindicato, enfim, ter a certeza de que a iniciativa foi aceita pela sociedade, que não tenha impacto negativo para os profissionais de ensino e que traga benefícios para o município, que vem sofrendo achatamento de repasses de recursos federais e estaduais”, declara o prefeito.

“Do ponto de vista econômico, teríamos que reformar algumas escolas, construir outras e ainda comprar mobiliários e toda a estrutura para recebermos esses alunos. Não podemos aderir a uma proposta dessa sem termos a garantia que o repasse do governo estadual seria suficiente para isso”, completa Marco Antônio.

 

Acesse nossas redes sociais

Artigos Relacionados

Últimas Notícias

Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.