Um decreto autoriza a chegada de 240 soldados americanos
Militares do Brasil e dos Estados Unidos participarão de treinamento conjunto em território brasileiro de 28 de novembro a 18 de dezembro. Segundo o Exército brasileiro, o “exercício de treinamento” visa treinar as tropas da 12ª Brigada de Infantaria Leve, com sede em Caçapava, no interior de São Paulo.
Essa será a segunda experiência realizada por meio do chamado Núcleo (Operações Combinadas e Exercícios de Rotação ou Operações Combinadas e Exercícios de Rotação), iniciativa firmada em outubro de 2020, no âmbito da XXXVI Conferência Bilateral do Estado-Maior Brasil-Estados. Unidos, para “aumentar a interoperabilidade entre os dois exércitos”.
Em nota divulgada esta manhã, a Secretaria-Geral da Presidência da República afirmou que o Comando do Exército é totalmente responsável pela organização e execução do exercício de treino das tropas. Ele acrescentou que o Core faz parte do acordo bilateral de cooperação em defesa que Brasil e Estados Unidos assinaram em abril de 2010 e que foi promulgado em dezembro de 2015.
Previsto para acontecer anualmente até pelo menos 2028, o treinamento conjunto aconteceu pela primeira vez entre janeiro e março deste ano, em Fort Polk, no estado da Louisiana. Esta segunda edição ocorrerá em um ponto entre as cidades de Resende, no Rio de Janeiro, e Lorena, em São Paulo), no vale do rio Paraíba, de acordo com decreto presidencial publicado nesta quinta-feira (14) no jornal oficial.
Assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, o decreto autoriza a entrada e permanência temporária em território brasileiro de 240 militares norte-americanos que participarão do exercício militar.
Ainda de acordo com o decreto, o contingente norte-americano poderá entrar no Brasil com armas, munições, acessórios, dispositivos ópticos, sensores e equipamentos de comunicação que serão usados na atividade conjunta. Os soldados norte-americanos que participarão da atividade fazem parte de uma subunidade da 101ª Divisão Aerotransportada, unidade especializada capaz de participar de operações de infiltração de paraquedistas em áreas críticas.
Tradução: Lucas Magdiel – Edição: Denise Griesinger / Nira Foster