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quarta-feira, abril 2, 2025

Grupo ativista LGBTQIA+ grava videoclipe em igreja e fiéis se revoltam 

Os fiéis estão inconformados com a utilização da Igreja de São Sebastião para a gravação do vídeo que vai de encontro com os parâmetros sagrados.

Um grupo de ativistas LGBTQIA+ do Ateliê 23 causou polêmica ao gravar o videoclipe da “Glowria” em uma das Igrejas Católicas mais importantes de Manaus (AM).

Os fiéis estão inconformados com a utilização da Igreja de São Sebastião para a gravação do vídeo que vai de encontro com os parâmetros sagrados.

O clipe traz vários elementos representantes da cultura LGBTQIA+, como glitter, cores vivas e perucas. Além disso, a letra da música faz uma clara crítica aos religiosos que, segundo o grupo, não pregam o amor em todas as suas formas. Lançado no YouTube, o vídeo contém mais deslikes que likes, demonstrando claramente a falta de aceitação do público.

“Não sei como me abrir, curto muito Seu trabalho, mas nem tudo está tão bem. Tantos dedos apontados, dando glórias a Deus, amém. Muitos falam em Seu nome, não te sinto nesse estás. Se pecar é pregar o amor, vou pecar muito mais”, diz um trecho da música, como se fosse um diálogo com Deus.

Além do boicote ao clipe, segundo o site BNC, grupos e movimentos católicos vão realizar um ato em frente à Igreja de São Sebastião, no Centro de Manaus, neste sábado (16), às 16h, para exigir uma reparação do pároco que autorizou a gravação.

Em nota, o grupo Ateliê 23 disse que em nenhum momento praticou intolerância religiosa.

“Definitivamente, o Ateliê 23 não está praticando intolerância religiosa, o objetivo nunca foi a lacração ou a blasfêmia, não faltamos com respeito com nenhum dos símbolos sagrados da igreja católica, e seu templo foi usado única e exclusivamente para o objetivo que o fundou: manifestação artística sobre o diálogo com Deus, esse diálogo foi feito a nossa maneira: cantando e dançando, porque é assim que nos expressamos”, diz a nota.

O grupo artístico também agradeceu pela oportunidade de poder usar a igreja católica como cenário.

“O processo para gravação, teve naturalmente, a ciência e autorização da administração da igreja, que por sinal tem nosso eterno respeito, carinho e admiração pela maneira terna com que dialoga e acolhe. Uma postura inspiradora, muito obrigado.”

Ainda segundo a nota, a música não é uma afronta, e sim um grito de igualdade para que a comunidade LGBTQIA+ possa estar presente em espaços religiosos.

“O nosso vídeo é um glamour, uma oração e um grito por igualdade, igualdade inclusive de poder exercer e professar nossa fé dentro de estruturas que nos são negadas, novamente como se pode ver nos comentários que estão publicamente disponíveis.”

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