Obras foram priorizadas por população do município em consulta popular e tiveram investimento de R$10,3 milhões
Foram investidos R$ 10,3 milhões, com recursos provenientes do Acordo de Reparação, para as novas UBS, escolhidas pela população da cidade como prioritárias em consulta popular. As unidades atenderão os moradores dos bairros Casa Grande e Primavera, descentralizando e fortalecendo a atenção primária, reorganizando o fluxo da demanda do sistema público de saúde do município.
Durante a inauguração, nessa quarta-feira (31/7), o secretário-adjunto de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Rodrigo Matias, destacou que obras como as UBS simbolizam o respeito com que é necessário tratar a população da região. “As duas unidades têm qualidade, salas climatizadas, farmácia, sala de vacinação, consultório odontológico com raio-x. Não é qualquer lugar que tem um padrão como esse”.
“Os moradores tiveram paciência de usar um lugar alugado durante um tempo e agora estamos proporcionando asfalto e um local adequado para os atendimentos de saúde da comunidade”, apontou o prefeito de São Joaquim de Bicas, Mateus Resende. “Infelizmente, são recursos de uma tragédia, mas que estamos aplicando da melhor forma possível, para atender o maior número de pessoas no município”, concluiu.
Acordo de Reparação
As novas UBS fazem parte das ações previstas no Acordo de Reparação, assinado em 4/2/2021 entre o Governo de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) e a Vale S.A.
As iniciativas foram escolhidas por meio da Consulta Popular, realizada em 2021 nos municípios atingidos pelo rompimento das barragens. Em São Joaquim de Bicas, os compromitentes definiram 26 projetos, dos quais quatro já foram concluídos.
Outros 16 projetos seguem em execução, um está em definição de viabilidade técnico-financeira e outros cinco foram apresentados pela Prefeitura de São Joaquim de Bicas, no âmbito da universalização do saneamento básico, aguardando análise técnica do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
“Somos responsáveis por transformar aquele processo judicial em medidas concretas em favor da sociedade. O dinheiro público está sendo aplicado aqui, com respeito e economicidade, o que é muito importante”, destacou o defensor público Felipe Soledade.
O rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em 25/1/2019, causou 272 mortes e impactos severos na Bacia do Paraopeba, provocando danos sociais, econômicos e ambientais.





