Comissão de Atingidos, em Itabira, realiza ato em memória aos 10 anos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana

Na oportunidade, os membros da Comissão também irão denunciar impactos das obras de descaracterização e descomissionamento do Sistema Pontal

 

No dia 5 de novembro de 2015, por volta das 16h20, o Brasil presenciou o maior desastre-crime socioambiental já registrado no país. A barragem de Fundão, em Mariana (MG), se rompeu e liberou uma avalanche de mais de 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração.

 

O desastre-crime soterrou o distrito de Bento Rodrigues, matou 19 pessoas, provocou o aborto de um bebê em uma sobrevivente, deixou mais de 600 desabrigados e atingiu 49 municípios em Minas Gerais e no Espírito Santo. O rejeito percorreu 663 quilômetros pela bacia do Rio Doce até chegar ao Oceano Atlântico, contaminando a fauna, a flora e os cursos d’água com metais pesados.

 

Dez anos depois, as pessoas atingidas em diversas regiões de Minas Gerais seguem lutando por reparação e justiça. Em Itabira, a Comissão de Atingidos do Sistema Pontal realizará, nesta quarta-feira (5), um Ato em Memória e Luta pelos 10 anos do rompimento, que também denuncia o sofrimento das famílias impactadas pela descaracterização do Sistema Pontal.

O processo, que conta com Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra a Vale, tem provocado insegurança, sérios problemas de saúde física e emocional, e perdas de direitos. No convite às comunidades atingidas, a Comissão destaca que “enquanto lembramos as vidas perdidas e as águas contaminadas [pelo rompimento em Mariana], denunciamos o que continua acontecendo aqui. A mineração predatória segue priorizando o lucro acima da vida, destruindo territórios e ignorando direitos”.

A programação começa às 15h, na Praça Acrísio Alvarenga, com um ato em homenagem às vítimas de Mariana. Mais tarde, eles se reúnem às 16h30, no Centro Comercial do bairro Bela Vista, de onde sairão, às 17h, em caminhada pelas ruas do bairro até a praça da Rua João Júlio de Oliveira Jota (Rua 7), em um ato por justiça e reparação em Itabira.

O movimento reforça a importância da mobilização popular e da solidariedade entre comunidades atingidas pela mineração em Minas Gerais.

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