Sejusp e PM realizam operação para apagar símbolos de facções criminosas no Aglomerado Serra

Ação conta com a participação de detentos da Penitenciária José Maria Alkmin e reforça a presença do Estado no enfrentamento ao crime organizado e na promoção da ressocialização

 

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Sex 9 janeiro 2026 14:35 atualizado em Sex 09 janeiro 2026 14:56

Sejusp e PM realizam operação para apagar símbolos de facções criminosas no Aglomerado Serra

Ação conta com a participação de detentos da Penitenciária José Maria Alkmin e reforça a presença do Estado no enfrentamento ao crime organizado e na promoção da ressocialização

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Uma operação integrada entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi iniciada, na manhã desta sexta-feira (9/1), com o intuito de cobrir siglas de facções criminosas no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte.

 

A ação, que vai se estender pelos próximos dias, conta com a participação de detentos do regime semiaberto, de baixa periculosidade, da Penitenciária José Maria Alkmin, em Ribeirão das Neves, e será realizada em oito pontos do aglomerado. Os presos irão apagar, por meio da pintura, as siglas de sete facções locais, ligadas a facções nacionais.

 

O vice-governador do estado, Mateus Simões, destaca que “o trabalho com os internos do sistema prisional integra as nossas ações para garantir a segurança e a normalidade da vida de quem mora no Aglomerado da Serra. Nós já estamos com uma operação de longo prazo, para garantir que as facções não sejam admitidas como parte da nossa normalidade. E, agora, os internos do sistema prisional estão apagando as inscrições que tenham relação com estes grupos em cada um dos pontos identificados”.

 

“No mundo do crime, cobrir uma sigla de facção significa demarcação de território. Desta forma, estamos mostrando para eles que o estado está presente e que em Minas Gerais a criminalidade não tem vez”, afirmou o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco.

 

Para o diretor-geral do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), Leonardo Badaró, a ação demonstra grande relevância. “ A Polícia Penal trabalha e atua diretamente em prol da segurança pública e no benefício para a população. Por meio da utilização da mão de obra prisional, demonstramos para a sociedade e para as organizações criminosas que o Estado se faz presente e atuante. Para os privados de liberdade representa uma oportunidade de trabalho e ressocialização, aliando-se a um importante viés social ao devolver à população um serviço produtivo e de interesse coletivo”, pontuou.

 

“Essas ações integradas, tanto por meio de intervenções preventivas como a atuação realizada nesta sexta-feira, quanto operações de repressão qualificada, são importantes para a proteção de toda comunidade do Aglomerado da Serra e reforçam a presença constante da Polícia Militar e demais forças de segurança”, destacou o chefe do Estado-Maior da PMMG, coronel Maurício José de Oliveira.

 

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