Uma pesquisa realizada pelo Billy Graham Center Research Institute (BGCRI), vinculado ao Wheaton College, revelou que a associação direta entre comunidades cristãs e a política partidária tem impactado negativamente a frequência da Geração Z nas igrejas dos Estados Unidos.
De acordo com o levantamento — financiado pela Lilly Endowment e feito com 2.365 entrevistados no painel AmeriSpeak/NORC —, 48% dos americanos entre 18 e 28 anos afirmam que o apoio explícito de líderes e fiéis ao ex-presidente Donald Trump reduziu seu interesse em frequentar cultos e missas.
Divisão de opiniões e impacto entre jovens religiosos
O estudo mostra uma divisão clara no público jovem frente à afirmação de que o apoio político reduz a assiduidade religiosa:
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48% concordam com a premissa (19% concordam totalmente, 14% de forma moderada e 15% parcialmente).
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52% discordam (21% discordam totalmente, 16% de forma moderada e 15% parcialmente).
Embora a resistência seja maior entre jovens sem religião ou alinhados ao Partido Democrata, o desinteresse atinge expressivamente o público confessional: 44% dos jovens cristãos consideram a politização dos altares um obstáculo para a vida em comunidade — proporção que chega a 42% entre os católicos e 30% entre os protestantes.
Espiritualidade sem partidarismo
Segundo o pesquisador principal do estudo, Rick Richardson, a rejeição não é direcionada exclusivamente a uma figura política específica, mas sim à instrumentalização da fé. Os dados indicam que a Geração Z mantém interesse ativo por espiritualidade e temas de fé, porém rejeita a fusão da mensagem do Evangelho com disputas partidárias e projetos de poder.




